Autoestima foi o tema que escolhi para inaugurar “O Caminho do Encontro”. Não foi por acaso. Considero que cuidar da nossa autoestima é fundamental para a qualidade de vida, felicidade e realizações pessoais.

Todas as nossas escolhas estão relacionadas com a nossa autoestima; as boas e as más. Quando cuidamos dela, conseguimos nos valorizar, impor nossos limites, olhar para nós mesmas com carinho, como prioridade, conseguimos ter consciência de nosso próprio valor e damos mais respeito à nossa imagem e à nossa história.

A autoestima é o que sentimos e pensamos sobre nós mesmas, como nos percebemos no mundo. O resultado dessa percepção, do amor que sentimos por nós, se reflete em atitudes positivas ou negativas.

Pessoas com autoestima elevada costumam ter um olhar positivo sobre a vida. Aceitam críticas com mais facilidade, são mais abertas, mais seguras, mais curiosas, mais ousadas. 

A autoestima elevada traz autoconfiança. É fator importante para uma boa relação também com o entorno. A imagem transmitida de uma pessoa com autoestima elevada é oposta à imagem de uma pessoa com baixa autoestima.

Autoestima alta está relacionada à segurança, Uma pessoa mais segura se relaciona muito melhor consigo mesmo, e com o mundo, do que uma pessoa insegura.

Alguns estudos relatam uma melhora na saúde física proporcional à melhora da autoestima. Ela afeta nossos pensamentos e pensamentos positivos constroem a nossa felicidade. Quando estamos bem com nós mesmas, confiantes, parece que o “universo conspira” a favor.

Em contrapartida, a baixa autoestima traz ansiedade e depressão.

Uma pessoa com baixa autoestima costuma se sentir inferior, se compara com os outros, são mais vulneráveis a críticas. Ela costuma se autocriticar, não aceita elogios com facilidade, acredita não ter competência para várias coisas, cede frente a desafios, se acomoda em situações ruins, não vê soluções para problemas solucionáveis, não aceita seus próprios erros e culpabiliza muito o outro, não gosta de sua aparência, é inconstante e mais frágil diante às mudanças.

Mas por que algumas pessoas têm autoestima baixa e outras não?

Geralmente esses sentimentos foram construídos ao longo da vida. São inúmeros fatores que contribuem para a autoconfiança.

Qual é o caminho que eu fiz para melhorar a minha autoestima? 

Comecei olhando para mim. Se olhar no espelho não é só reparar a sua própria aparência, mas encarar o que vê. Esse primeiro passo é de extrema importância para conseguir mudar. Só podemos mudar aquilo que conseguimos enxergar.

Esse exercício não tem, definitivamente, como finalidade se autocriticar; muito pelo contrário. O objetivo é aprender a visualizar a pessoa que você é, como é, e a gostar do que vê.

Se autoconhecer sem buscar a autocrítica, olhando e enxergando o que vê, do jeito que é, significa encarar a sua história e, se for necessário, ressignifica-la.

A autoestima é construída. A perspectiva do olhar sempre pode ser mudada. O que você vê de si mesma não relata absolutamente a verdade. Revela a sua verdade, que é construída baseada na sua autoestima.

Com que olhos você se vê. Bons ou ruins? Benevolentes ou procurando seus defeitos? 

Quando eu escrevo ver, não é relacionado à imagem física, mas a você como um todo.

Autoconhecimento é a palavra-chave para a construção de uma autoestima fortalecida.

Trabalhei todos esses aspectos, e ainda trabalho na terapia, mas ações importantes, que incluí na minha rotina, foram fortalecendo a minha autoestima. 

Depois de fazer uma imersão em mim mesma, consegui, ao longo do tempo, entender o que eu queria fazer na minha vida e quais seriam as atitudes necessárias para atingir os meus objetivos.

Tudo é processo. Você não vai conseguir, de um dia para o outro, entender qual é o seu propósito, o porquê de sua baixa autoestima, mas com metas possíveis e ações diárias, realizará a sua transformação.

Toda atitude positiva que tiver em relação a si mesma, e à sua vida, será fundamental.

Para mim, acordar, me olhar no espelho, escovar meus dentes, usar meus cremes, fazer meditação e uma caminhada matinal é fundamental para o meu dia começar bem. Manter essa rotina de autocuidado muda tudo!

Uma casa arrumada também é importante para mim. Quando eu vejo as coisas organizadas, a minha vida fica mais fácil! Dá para entender? Ordem no caos.

Praticar essas pequenas ações diárias transformou vários aspectos que me incomodavam. Coloque na sua rotina mini metas. E siga-as todos os dias. É transformador!

Cuide de você!

Escute você mesma. O que você quer? Difícil essa resposta não é? Mas se perguntar todos os dias trará, quando você menos esperar, a solução.

Anote seus pensamentos. Anote o que te faz feliz. Anote os seus desejos. Reforce os seus pontos positivos.

Se possível, divirta-se, permita-se ser feliz. Por mais incrível que pareça, pessoas com baixa autoestima estão acostumadas a permanecerem nessa inércia diária e a mudança as assusta. Mas garanto que, mesmo que doa, a mudança é necessária e muito realizadora.

Atividades físicas contribuem para o nosso bem-estar em todos os aspectos. Indico incluir na rotina.

Momentos de lazer, também. Sem culpa.

Não tem tempo? Arranje! Priorize momentos de bem-estar, nem que sejam minutos. Dicas? Ler um livro, telefonar para uma pessoa querida, fazer algum trabalho manual, um passeio a um parque museu, cinema; o que for mais interessante para você.

Enalteça as suas qualidades ao invés de olhar só para os seus defeitos e dificuldades. Mesmo que sua vida não esteja fácil, exercitar esse olhar para o que é positivo te faz lembrar e fortalecer as coisas boas.

Não se compare a ninguém. Todos os seres humanos têm as suas luzes e sombras. Alguns transparecem mais suas luzes, outros reforçam suas sombras. Escolha a primeira opção. Comparar a sua vida, ou a sua aparência, com outras pessoas é uma perda de tempo e um desgaste absolutamente desnecessário. Somos únicos e nem se quiséssemos poderíamos assumir uma outra vida ou personalidade. Encontre o melhor de você mesma e siga no propósito de fortalecer o que de melhor você tem. Mudanças serão necessárias? Sempre. Mas quem disse que mudar é ruim? Estamos em constante movimento e esse é o lado mais divertido da vida e estimulante. A mudança é possível!

Planeje, erre, acerte, coloque-se em movimento. 

A opinião que você tem de si mesmo pode ser transformada. Para a construção de uma vida melhor, mais leve, repleta de realizações, é preciso um olhar que valoriza tudo que temos de bom.

Tome as rédeas da sua vida. Assuma seus erros, encare seus defeitos, eleve suas qualidades. Se autoconheça. Descubra em você o que tem de melhor. Pare se de criticar e de criticar os outros. Faça planos, sonhe!

Eu só criei “O Caminho do Encontro” porque estava com coragem o suficiente para criá-lo. A coragem veio da minha busca pela minha autoestima. E ao longo desses anos pude fortalecê-la ainda mais. Dou substrato a ela diariamente.

Todos os dias reforço as minhas vontades, o meu propósito. Trabalho incansavelmente para ser cada vez mais saudável física e psicologicamente.

Tem dias que eu caio? Vários. Mas levanto. Hoje eu sei de onde posso tirar forças para seguir adiante.

É fácil? Claro que não, mas o que é fácil nessa vida? Para quem tem baixa autoestima, nem ser feliz é fácil.

Nossa vida é fruto de nossas escolhas. Escolhi me realizar pessoal e profissionalmente. Todos os dias encaro uma batalha e quando preciso de ajuda, peço.

Mas sigo minha vida que é repleta de desafios. E agradeço a todos eles, porque me provocam a supera-los.

Encare a sua trajetória. Reformule o percurso. E siga em frente. Todas nós merecemos ser felizes com nós mesmas e com a nossa vida, única e intransferível.

Filmes sugeridos:
– Frida
– As Horas
– Bagdad Café
– Tomates Verdes e Fritos
– Mulheres à beira de um ataque de nervos

Livros sugeridos:
– Dias de Abandono (Elena Ferrante)
– A Amiga Genial (Elena Ferrante)
– Lola Vive (Marcela Vasquez)

  • Idealizadora, curadora do O Caminho do Encontro, um espaço para mulheres que estão transitando os 50 anos, que procuram um lugar feminino onde possam valorizar a maturidade para ressignificar essa fase da vida.

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