Você sabe o que carregamos em nossa mochila emocional?

Tudo aquilo que vivemos e que está fixado em nossa memória.

As relações tóxicas, experiências negativas, todas estão lá para serem lembradas, remoídas, reviradas.

Todas as nossas culpas, ressentimentos, frustrações, traições, sentimentos de abandono, de insegurança, de insatisfação, julgamentos, raiva, erros, desilusões, fazem parte de nossa mochila emocional.

Enquanto não a esvaziarmos, não teremos lugar para colocar coisas novas.

Mochila pesa. Nas costas, causa má postura, baixa a autoestima, afeta nosso humor e nossos relacionamentos.

Mochila pesada nos impede de correr, de desfrutar a vida com leveza. De sair por aí sem amarras.

É difícil esvazia-la?

Muito. O ser humano é apegado e nos apegamos até às nossas dores. Elas fazem parte de nós e, muitas vezes, não nos identificamos mais em viver sem elas.

Mas temos que chegar a um acordo: para ser feliz, é preciso esvaziar essa mochila, mesmo que seja um processo doloroso.

Neste processo, necessitamos olhar para dentro dela, reconhecer o que nos pesa, aceitar que aquilo tem que ser descartado. Esse não é um momento fácil afinal, colocar luz nas nossas sombras requer coragem.

Como fazer?

Verificar o que está dentro dela e refletir o que é possível ser tirado.

Nós mesmas que colocamos esse peso em nossa mochila, ou deixamos colocar. Esse movimento que foi feito de fora para dentro pode ser revertido.

Isso não significa que é possível apagar nossas memórias, mas revê-las de outra maneira.

Reconhecer o que pesa e aceitar que pesa é um grande passo para fazer essa limpeza.

Existe o medo da mudança. O medo do desapego. Nos acostumamos com nossas feridas e até as usamos como escudo de defesa. Mas definitivamente elas não têm que ser lembradas a todo minuto. Deixar ir, ressignificá-las, entender que o que passou, passou e que podemos seguir sem esse peso, nos dá força para seguir em frente de outra maneira.

Se faz necessário conhecer nossas emoções diante do que vemos e, a partir daí, traçar uma nova rota.

O que vivemos, está no passado. De nada adianta remoê-lo. Ele não volta, não é possível voltar o tempo e fazer nada diferente. Mas é possível fazer o agora diferente, com muito mais consciência.

Isso exige coragem e vontade.

Para ter vontade, faço uma pergunta: você quer continuar carregando uma mochila pesada?

Então, tenha coragem de esvazia-la!

Mãos à obra.

Tire um tempo para si e encare a sua mochila, as suas emoções e sentimentos diante deste conteúdo.

Encare que é fundamental deixar para trás inúmeros conteúdos presentes nela.

Deixe ir com um agradecimento pelo aprendizado.

Deixe ir!

Para entrar coisas novas em nossa vida, é preciso espaço.

Quando a gente compra roupas, o ideal seria descartar aquelas que não usamos mais. Esse movimento é muito positivo em vários sentidos. A gente aprende a desapegar e se apegar ao novo que a vida nos propõe.

Limites também são necessários para esse novo conteúdo.

Muitas vezes colocamos em nossa mochila coisas que não estariam ali se tivéssemos imposto limite. A nós mesmas e ao outro. Portanto, conheça os seus limites.

Pessoas que têm resolvidos os seus limites são muito positivas e assertivas. Não têm medo do não. Dizer não é altamente libertador.

Pare de dar “jeitinhos” e achar lugar na sua mochila. Se não cabe, não cabe!

Resolva o que te machuca.

Decida enfrentar e busque um sentido a toda decisão que tomar.

O custo de uma mochila emocional pesada é altíssimo! Nos esgota, fisicamente e emocionalmente. Tudo está ligado.

Uma mochila emocional pesada nos faz ficar irritadas, choronas, com baixo nível de energia, entre tantas coisas.

Para entender quem somos e aonde queremos chegar, o que queremos fazer da nossa vida e o que nos faz bem, devemos olhar para nossa mochila, encara-la, esvazia-la e seguir com o mínimo que podemos carregar.

Por que? Para poder desfrutar do novo. Para poder abri-la para receber coisas novas.

O novo sempre é desafiador, mas tem coisa melhor do que boas surpresas?

Elas estão aí, é só ter espaço para entrar!!!

  • Idealizadora, curadora do O Caminho do Encontro, um espaço para mulheres que estão transitando os 50 anos, que procuram um lugar feminino onde possam valorizar a maturidade para ressignificar essa fase da vida.

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