Estamos fechando julho e e minha proposta é nos preparar para começar essa nova etapa que começa com a volta às aulas e com a maioria das pessoas 50+ vacinadas.

Por que perdoar?
Porque perdoar significa fechar um ciclo, resolver internamente algo que nos doía muito e conseguir ver o que está por vir.

Lembrem que não perdoar significa continuar carregando uma mochila emocional muitas vezes mais pesada do que podemos carregar. Esse peso nos deixa corcundas, muitas vezes paralisadas, cansadas, irritáveis, frustradas, sem poder seguir em frente.

Podem existir coisas que não tenham perdão? Talvez sim, mas seguir carregando esse peso, continuar dando protagonismo para isso em nossa vida, me parece que não tem merecimento.

Pensem em perdoar e em se perdoar. Sim!
Se perdoar também é libertador. Admitir que não somos perfeitas e que também podemos mostrar nossas vulnerabilidades e aceitar que podemos errar.

Trazer o perdão a partir do interno e externo.

Lembrem: chegamos até aqui. Jamais pensamos que passaríamos por tudo o que vivemos nestes últimos tempos. Nos provamos ser resilientes. Aprendemos a viver de outra forma com nossos seres queridos, a trabalhar em outros formatos. Aprendemos a ressignificar o importante. Entendemos o que significa ser solidárias e estender a mão a quem necessita.

Entendemos e aprendemos a viver com a incerteza e chegamos até aqui.

Então, que venha a pós-pandemia e que estejamos prontas a um novo recomeço. Para isso sugiro: Perdoem.

E como seria perdoar?
Reconhecendo o sentimento envolvido que nos machuca, aceitar os erros a partir de todos os ângulos, colocar-se em primeiro lugar, sem julgar e perdoar para abrir espaço à possibilidade de começar algo novo.

Se necessitarmos de ajuda, porque sozinhas não podemos, vamos buscar.

Necessitamos falar em voz alta com alguém? E escutar? Vamos fazer isso.

Tirar de dentro o que nos paraliza.

Perdoar é um processo pessoal e intransferível. Não temos tanto tempo. Comecemos a usá-lo direito, tirando o olhar no que nos machuca para passar a focar em nós mesmas.
Em nos cuidar, cuidar de nossas emoções, em nossos sonhos, nosso corpo. Cuidar como uma ferramenta de renovação.
Perdoar e se perdoar.

Soltar o passado doloroso para poder estar presente nessa nova etapa maravilhosa que se apresenta.
Conquistar novos lugares, novos hábitos, novos projetos.

Esse é meu desejo para fechar julho e nos preparar para receber agosto.

 

  • Idealizadora, curadora do O Caminho do Encontro, um espaço para mulheres que estão transitando os 50 anos, que procuram um lugar feminino onde possam valorizar a maturidade para ressignificar essa fase da vida.

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