Chega um momento, na vida de todas as mães, salvo exceções, que os filhos saem de casa.
Todas nós torcemos para que eles cresçam saudáveis, felizes, encontrem uma profissão que amem, um companheiro ou companheira, ou que adquiram sua independência.

Nossa responsabilidade, enquanto mães, é cuidar de nossos filhos. Quando nos vemos livres dessa tarefa, muitas vezes nos sentimos solitárias; a famosa SÍNDROME DO NINHO VAZIO.
Esse período pode ser muito doloroso. Quanto mais nos envolvemos com a vida deles, pior pode ser essa ruptura.

Por que?

Porque durante muito tempo, muitas de nós, estivemos absolutamente envolvidas com as atividades de nossos filhos, com a presença deles, com a rotina da família, esquecendo, inclusive, de nossos afazeres. De repente, eles se vão!
O ninho fica vazio e precisa ser preenchido. Mas com o que?

Em um primeiro momento, não sabemos, por isso a angústia toma conta, mas é necessário encontrar novos interesses.

Difícil? Sim, mas absolutamente necessário.

A vida é feita de ciclos. Nada é permanente. Ver nossos filhos se desenvolverem, a partir de outro ângulo, também é uma maneira de nos alegrar, afinal, eles cresceram!

Reorganizar a rotina é um bom começo. Para isso, é preciso olhar para o lado positivo dessa falta.

Temos mais tempo! Tempo para rever nossos sonhos, para fazer uma atividade nova, para encontrar mais os amigos…
Há vantagens nessa nova fase da vida.

Muitas vezes deixamos nossos parceiros de lado e nos voltamos mais ao cuidado dos filhos. Que tal reavivar esse amor?
Para quem não tem marido, pode ser uma ótima oportunidade para encontrar um novo amor.

Não precisamos ser necessárias para o outro para nos sentirmos vivas. Temos que redescobrir o nosso espaço, os nossos desejos.

A independência dos filhos é um êxito para nós também.

Muitas mães sofrem demais nessa fase e se entregar a essa tristeza pode criar um luto duradouro.

Que privilégio é poder ver o desenvolvimento de nossos filhos! Que maravilha ser expectador da vida. É sob esse ângulo que temos que olhar.
E se dedicamos muito tempo a eles, e agora não sabemos o que fazer, que ótima oportunidade para descobrir!

A casa ficou vazia? Vamos preencher com nossos sonhos!

Temos celulares, chamadas de vídeo; é preciso manter uma comunicação saudável com eles.
Somos indivíduos. Esse relacionamento de respeito mútuo também é uma continuidade da nossa presença enquanto mães.

Nada acabou, só se transformou. Sejamos maleáveis às mudanças!
Essa abertura para a vida pode ser uma experiência ainda mais rica.

Pode demorar um pouco? Sim, mas que tal ressignificar esse momento?

 

Filmes sugeridos:

The Family (La Familglia, 1987)

Direção de Ettore Scola

Com o pano de fundo da história italiana do século XX, Carlo, um professor aposentado, traça as vicissitudes de sua família.

 

Casamento Grego (My Big Fat Greek Wedding, 2002)
Direção de Joel Zwick

Uma jovem grega se apaixona por um não-grego e luta para fazer com que sua família o aceite enquanto ela aceita sua herança e identidade cultural.

Relacionados
Mulher – Mãe de 50 anos no séc. XXI

– Faça da busca do AUTOCONHECIMENTO uma PRIORIDADE. – Nos dar TEMPO para poder entender o que estamos vivendo, dentro Leia mais